sexta-feira, 5 de novembro de 2010

conforto

Sete horas da manhã, AC/DC tocando no telefone, o sol querendo entrar pela fresta da janela fazendo com que meus olhos cansados se abrissem, minhas pernas entrelaçando os lençóis - sim, era um novo dia - as dúvidas que assombravam - me a noite anterior e me causavam insônia já haviam sido arrancadas do meu consiente e não me faziam mal. O dia me esperava com um novo propósito, não faziam sentido os motivos pelo qual o medo me cercava ha algum tempo, me sentia bem comigo como se tivesse me libertado de algo um tanto desnecessário, sorria, novamente sem esconder absolutamente nada - transparência - isso me deixava bem. Sentia no peito uma enorme vontade de mudar, de conhecer coisas diferentes, pessoas diferentes... De viver, finalmente. Tudo que me ligava a ele já havia partido junto com ele. Tudo que ofereci deixei com o remetente e não o pedi de volta, era um sentimento que dentro de mim eu já desconhecia.

Pequenas coisas me bastavam, mas, no final, elas não foram suficientes.

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