quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Só pra provar pro meu pai que eu gosto da minha futura formação... HAHA




Uma das ciências mais fascinantes porque desmonta o ser vivo em seus componentes básicos e tenta explicar o funcionamento ordenado das reações químicas que tornam possível a vida, freqüentemente adjetivada como milagre ou fenômeno. Entretanto, o processo químico muito bem organizado que estabelece toda a existência da vida em nosso planeta, tem sido desvendado, continuamente, por cientistas do mundo inteiro. Muito já se sabe, porém o desconhecido é a essência do conhecimento humano e a luta para desvendá-lo advém da natureza desbravadora da humanidade, que não se furta com explicações empíricas e procura a razão dos fatos ao invés de eternizá-los mitos.

Untitled.

Não lembro de ter prometido mudar. Ainda tenho meus princípios.

A busca constante por subterfúgios para arrancá-lo, ao menos, uma palavra de carinho, causava-me náuseas intermináveis, me policiava a cada minuto para evitar pensamentos negativos ou ilusórios. Atropelava minhas próprias palavras a fim de que pudesse arrumar ou desarrumar alguma situação. Idealizei um momento, do qual, não estava ao meu alcance, não era meu. A sensação de nó na garganta me trazia de volta todas as lembranças, e o nó aumentava cada vez mais. A dificuldade de expressão tornava tudo mais obscuro, mostrava-me certa de cada palavra, enquanto, ocultamente estava tão frágil, a ponto de desmoronar com o sopro da tua palavra mais torta. Não tinha as respostas para as minhas próprias perguntas, enquanto ele parecia ter estudado profundamente cada uma delas.

Ainda escuto as palavras que você não disse e planejo respostas irrecusáveis. Continuo podendo sentir o seu toque quando ele não conseguiu me alcançar. Não tenho dormido à noite na procura, incessante, pelo sentido em tantas frases pendentes. Quando não passa mais pela garganta é que a gente vê que precisa pôr pra fora. Admita e tente lidar com os passos em falso, os tropeços e os tombos. Eu sou quem lhe dá a mão e não a rasteira...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Undue.

É tudo culpa dessa bagunça que você deixou na minha vida e no meu cabelo.
culpa também da imposição da tua ausência.

Inúmeras eram as vezes em que me via, perdida, entorpecida...
Lembro-me o quão vertiginoso era a sua permanência. O relógio parecia
meu pior inimigo. Lembro que eu me descobria a cada dia mais adepta
e devota requisitante da tua desordem.

O que eu quero dizer é que hoje estou cansada de esperar a cada segundo o ruído do telefone exibindo sua chamada, a chegada de uma estação de trem a outra, esperar um beijo, um gesto de carinho...
Esperar demais de quem não tem capacidade de restituir o que lhe foi remetido. Eu tinha bolsos gigantescos que transbordavam todo o sentimento existente em mim, enquanto o destinado remetente não tinha desígnio nenhum de recebê-lo, tive toda a cautela que podia ter, afim de que obtivesse bons resultados, mas não, não obtive. Talvez seja mesmo culpa da minha confiança ininterrupta. Talvez. Mas eu tinha sim, sentimentos desmedidos transbordando por entre meus dedos...

Take what you want from me
It means nothing now...

Bifurcação.

Alimento a particularidade de ser tolerante, paciente, perspicaz, acontece que uma hora tudo isso tende a expandir-se. É realmente contristo sermos julgados à partir do momento em que nos enquadramos ou não em dado chavão. Toda essa repugnância que dirige à mim mesmo de uma forma intencionalmente indirecionada mostra-me o quão supérfluo tudo isso pode ser.


"Nas garras ferozes das circunstâncias, não me encolhi e nem fiz alarde do meu pranto. Golpeada pelo acaso, minha cabeça sangra, mas não se curva. Longe deste lugar de ira e lágrimas. Ainda assim, a ameaça dos anos me encontra, e me encontrará sempre, destemida. Não importando quão estreita seja a porta e quão profusa em punições seja a lista."

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inanição.

Há tempos venho percebendo o quanto meus objetivos e desejos tem dificuldades para sobrevir, acontece que pensando sobre isso obtive algumas respostas, respostas que para mim não foram as melhores.

Tive medo, por saber que algo que parecia realmente importante – na verdade – fosse algo que não me seria válido quando conseguisse, por ter sido tão difícil de alcançá-lo e, ao final, ver o quanto meus esforços tenham sido em vão me faltou força de vontade para continuar. Redirecionei. Pensei em todos os meus desejos, pensei se os mesmos me valeriam após consegui-los, descobri que um pouco mais da metade não me fariam a mínima diferença, na noite em que tudo isso me ocorreu como em uma tempestade de granizos, na qual, nem ansiolíticos me ajudariam, tendo uma personalidade tão evasiva – ainda assim - me faltaram subterfúgios.

Agora vejo tudo, como uma nova fase, com novos objetivos, anseios e isso me faz bem, faz parte do ciclo "mudanças" e mais do que nunca estou me preparando para elas.




não que não faça mais sentido, só resolvi deixar pra lá