sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Resumo.

Um tempo marcado por olhares intensos, marcantes. Lembro-me de cada um deles com a mesma intensidade que havia sentido no momento em que me ocorreu. As sensações eram diversas, alegria, medo, o coração apertado e desparado, o tremor das mãos e pernas, a sensação de borboletas voando no estômago, de liberdade. Me sentia livre para provar de todas aquelas sensações prazerosas, em um único momento - a troca de olhares - era algo que me preenchia de uma forma incondicional, algo que absolutamente ninguém podia participar ou ao menos perceber o que se passava. Duas bocas caladas, dois olhares atentos, dois corpos tensos, um perfume inesquecível, como se não houvesse ninguém ao redor. Ausência de toques. Algo inigualável quando as duas bocas caladas permanecem sem pronunciar nem uma única palavra.

sábado, 18 de dezembro de 2010

This blog is mine.

é, ele é meu. Portanto, escrevo o que eu bem entender e quem não estiver interessado no que escrevo simplismente não venha aqui, simples assim. Não sou o tipo de pessoa que faz coisas, nesse caso, escreve coisas apenas pela finalidade de agradar aos outros - como muita gente por aí -, aliás, faço até questão de não agradá-las, sempre fui um pouco audaciosa, talvez um pouco polêmica, isso faz com que não me restrinja a tal situação. As pessoas que tiverem certa dificuldade em interpretação de texto peço que façam o favor de não virem aqui, afinal, quero distância de pessoas ignorantes.

You ain’t nothing to me if you got nothing to say
I don’t know what you got that I can use anyway’



PS. Sim, tive motivos para esse post.

Dado o recado, grata,

Fran Nunes

Auto-biográfico.

Um show como qualquer outro, ele chegou e foi apresentado apenas a uma amiga dela, óbviamente com segundas intenções... Ela não sabia ao menos o nome dele, as horas passando e nada acontecia entre os então apresentados. Ele desaparecera. O show começou e ela já havia se perdido das amigas, quando olhou pra trás e viu ele acompanhado de um amigo, ele a viu. Haviam três pessoas entre os dois, durante alguma música não lembrada no momento, abriu um espaço ao lado dela e ele direcionou as três pessoas para o espaço vázio, ficando então atrás dela. Mesmo não tendo sido apresentados os dois sabiam que já havia uma certa afinidade. Ela sentiu os braços dele no seus ombros, apesar da situação embaraçosa, ela não sentiu-se constrangida. Em alguns minutos, ele abraçou-a, ela sentiu-se protegida. E ao som de "duas lágrimas" ele a beijou, como se todo o barulho ali se transformasse em silêncio naquele momento. Durou pouco, ela foi embora mas deixou o número de seu telefone e o endereço de alguma rede social em que participava. Alguns meses depois, em uma noite chuvosa eles se falaram novamente, alguns encontros ocorreram, viraram "amigos", deram conselhos um ao outro quando precisavam até mesmo sobre coisas do coração, ele apresentou a ela coisas novas, ela passou a escutar e gostar de todas as músicas que ele gostava, os lugares onde ele ia passou a ser os mesmos lugares onde ela ia, os livros, os filmes, tudo que o interessava acabou interessando a ela também. A vida dela mudou radicalmente, os momentos com ele eram sempre os melhores, ela sentia isso. Meses depois, ele começou um relacionamento. Passaram-se um ano e meio e ela continuava escutando as mesmas músicas, indo aos mesmos lugares, e tudo que havia feito quando o tinha por perto. Ela continuava apaixonada, sim, continuava. De certa forma, ele a fazia feliz. Mas já havia se acostumado a viver sem tê-lo por perto, apenas com as lembranças que ficaram guardadas, eram confortantes, ela sentia-se protegida do mesmo jeito que sentia-se como quando ele abraçou-a pela primeira vez...